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Concílio de Jerusalém

O primeiro grande discernimento da Igreja nascente, no qual os Apóstolos enfrentam unidos a questão da entrada dos gentios na comunidade cristã.

Atos 15 • c. 49 d.C.
“Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós...” — uma das expressões mais marcantes da autoridade da Igreja apostólica.

Depois da expansão missionária iniciada por Paulo e Barnabé, surgiu uma questão decisiva: os gentios convertidos a Cristo precisariam observar integralmente as prescrições da Lei mosaica, especialmente a circuncisão? O problema não era pequeno. Tratava-se de saber como os não judeus seriam acolhidos na Igreja sem descaracterizar a novidade do Evangelho.

Em Jerusalém, os Apóstolos e os presbíteros se reúnem para discernir a questão. Pedro toma a palavra e recorda que Deus já havia concedido o Espírito Santo também aos gentios, sem fazer distinção entre eles e os judeus. Tiago intervém em seguida, e a decisão comum é comunicada às Igrejas por carta.

Esse momento é de enorme importância para a história da Igreja. Ele mostra uma comunidade que não vive de maneira puramente individual ou dispersa: diante de uma controvérsia séria, a Igreja se reúne, discerne, decide e comunica a decisão com autoridade. Por isso, muitos veem aqui o primeiro modelo conciliar da história cristã.

Por que este acontecimento é tão importante?

O Concílio de Jerusalém manifesta já no século I elementos fundamentais da vida católica: a autoridade apostólica, o discernimento comunitário, a ação do Espírito Santo e a consciência de que questões doutrinais e disciplinares precisam ser resolvidas pela Igreja. Não é apenas um debate; é um marco da autocompreensão da Igreja.

Um marco fundacionalAntes de existirem os grandes concílios ecumênicos da Antiguidade, a Igreja já havia experimentado em Jerusalém a necessidade de se reunir para decidir questões essenciais da fé e da disciplina.