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Pentecostes

O Espírito Santo desce sobre os discípulos e a Igreja se manifesta publicamente para anunciar Cristo a todos os povos.

Atos dos Apóstolos 2,1–4
“Todos ficaram cheios do Espírito Santo.”

Cinquenta dias depois da Páscoa, os discípulos estavam reunidos em Jerusalém. O livro dos Atos apresenta Maria junto da comunidade em oração nos dias que precedem esse acontecimento. Então, de modo repentino, o Espírito Santo se manifesta com sinais extraordinários: um ruído semelhante a um vento impetuoso e línguas como de fogo que repousam sobre os presentes.

O efeito é imediato. Os discípulos, antes marcados pelo medo e pela incerteza, começam a anunciar as maravilhas de Deus com coragem. Pessoas vindas de diferentes regiões conseguem compreender a proclamação. O sinal das línguas manifesta que o Evangelho não está destinado a um único povo: em Cristo, a missão da Igreja é universal.

Pedro ocupa novamente um lugar central. Ele se levanta com os Onze, interpreta o acontecimento à luz das Escrituras e anuncia Jesus crucificado e ressuscitado. A pregação provoca uma resposta concreta: muitos perguntam o que devem fazer, recebem o chamado à conversão e ao batismo e passam a integrar a comunidade dos discípulos.

Por isso Pentecostes é frequentemente chamado de nascimento público ou manifestação pública da Igreja. A Igreja já foi querida e preparada por Cristo, recebeu sua missão e sua estrutura; em Pentecostes, porém, ela aparece diante do mundo impulsionada pelo Espírito Santo para evangelizar.

Uma Igreja enviada em missão

Pentecostes mostra que a Igreja não vive apenas da memória de Jesus. Ela vive da presença do Espírito Santo, que a conduz, santifica e fortalece. A partir desse momento, os Apóstolos começam a pregar publicamente, celebrar a fé, formar comunidades e levar o Evangelho para além de Jerusalém.